Prefeito: Ovídio Afro Dantas

Cachoeira Dourada MG

 

HISTÓRIA

 
Foi sob o manto grosso de uma história rica em detalhes, aventuras e descobertas que se deu a formação do Município de Cachoeira Dourada. Em 1824, o bandeirante paulista Antônio Leite descreveu pela primeira vez um recanto que ninguém jamais acreditaria existir em meio a um sertão bruto formado por uma mata praticamente impenetrável.

De acordo com registros históricos a mata possuía mais de 20 km de largura de um lado, e do outro era cercada pelo majestoso rio Paranaíba. Habitada por índios caiapós, bravos sertanistas e posseiros, este povoado primitivo de pessoas contava com uma cachoeira maravilhosa que ao se iluminar com os raios dourados do sol produzia um efeito extraordinário que enfeitiçava quem por ali passasse.

A cachoeira portentosa que ficava dourada com os raios do sol emprestou o nome ao local, e foi sob o seu feitiço que ao longo do tempo um aglomerado de pessoas se formou às margens do rio, dando origem ao nome da cidade.

Foi o fazendeiro José Martins Ferreira quem deu o pontapé inicial para a formação da história de Cachoeira Dourada. Juntamente com outros homens poderosos, doou uma área de 18 milhões de metros quadrados para a formação de um patrimônio sob a invocação de São João Batista, sob a responsabilidade da “Fabrica da Freguesia de Vila Platina”, hoje Ituiutaba, na época distrito do Prata. Porém, para o desgosto do santo invocado, a Capela São João Batista não foi construída até 1909, quando o fabriqueiro da Freguesia de Vila Platina, o cônego Ângelo Tardio Bruno, vendeu as terras do distrito aos irmãos Camilo e Hilarião Rodrigues Chaves.
Os irmãos chaves adquiriram as terras e junto com ela seu povoado formado por cerca de dez casas conhecido como “Feijoada”, que inclusive já possuía um pequeno cemitério. As fazendas dos Chaves, “Baú” e “Lagoa dos Baús”, já com melhorias e expansão de área, foram vendidas, em parte, no ano de 1943. Já em 1944, o fazendeiro Camilo Chaves, então senador da República, transfere o título de suas terras para seu filho Camilo Chaves Júnior.

Com grande potencial energético em razão da queda d’água poderosa, em 1952 Cachoeira Dourada começou a experimentar o desenvolvimento populacional com a vinda de pessoas de várias regiões do país em busca de emprego. Em 1953 o município foi elevado à categoria de vila, sendo anexada ao Município de Capinópolis. No mesmo ano, já com algumas prerrogativas, ganhou o seu primeiro Escrivão de Paz: José Ferreira de Menezes Júnior, que além de desempenhar a função de tabelião no “Cartório de Paz e Registro Civil” também acumulou outras funções, como delegado, parteiro e farmacêutico da vila.

Em 1954 foi firmado um acordo entre o Governo Federal e a CELG – Centrais Elétricas de Goiás, que autorizou a construção da primeira etapa da Usina de Cachoeira Dourada com o potencial de 37.800 cavalos. A primeira etapa foi concluída em 1956, com a visita do então Presidente da República Juscelino Kubitscheck. Com a construção de Brasília, sob a orientação da CELG, iniciou-se a segunda fase para a ampliação da usina para 190.000 cavalos.

Com um vulto da obra que empregava cerca de dez mil homens, não mais seria possível à permanência da Vila às margens da queda da cachoeira, exatamente dentro do canteiro de obras. Foi então que o Governo Federal decretou a desapropriação de toda a área marginal acima e abaixo da queda. Em abril de 1962 a CELG adquiriu de Florêncio José Ferreira seis alqueires no espigão do lado mineiro e assim foi traçada e locada a nova cidade. Os moradores e proprietários da antiga vila foram indenizados e transferidos para o novo traçado. Em 24 de agosto de 1962 foi iniciada a transferência para o novo local. O primeiro barracão surgiu nesse dia, construído por Floripes de Souza. Depois de 100 dias, a nova vila já contava com 410 casas distribuídas em sete avenidas e quatro ruas.

TEL: (34) 3514-5200

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